"Pelo conforto espiritual das Escrituras tenhamos firme esperança" (Rm 15,4)

O GRANDE SACRIFÍCIO EM CORDEL

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Adaptação da obra O Grande Sacrifício de Meg Banhos.
Textos: Euriano Sales
Ilustração: Meg Banhos
Edição: Euriano Sales
Locução: Euriano Sales, Ariadna Almeida e Ezequiel Macena

As diversas traduções dos textos bíblicos

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A Nova Jerusalém na Paróquia São Paulo

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É isso mesmo meus amigos! O Instituto Religioso Nova Jerusalém está agora na Paróquia São Paulo.
Os irmãos padres do nosso Instituto assumiram a Paróquia São Paulo no dia 11 de fevereiro do corrente ano.

Os irmãos padres que estão nessa nova Fundação são:
  • Ir. Pe. Carlos César de Sousa, coordenador da casa. Padre Carlos é mestre em Teologia. Ele assumiu aulas na Faculdade Diocesana de Mossoró.
  • Ir. Pe. Paulo Henrique de Oliveira, administrador paroquial.
  • Ir. Pe. Marcelino de Sousa Santos.
As irmãs da Nova Jerusalém estão colaborando com os trabalhos pastorais na nova paróquia.

A Nova Jerusalém se alegra com mais essa realização. Contamos com as orações de todos os amigos para que essa nova fundação produza muitos frutos.

Lectio Divina: parte V

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1. Lectio: Ler e ouvir a Palavra de Deus
 
O primeiro passo da Lectio Divina é a lectio, ou a leitura. Não é uma leitura comum, nem em matéria nem em maneira. A matéria é a “Palavra de Deus”, ou a Escritura, e a maneira de ler é, mais precisamente, um “escutar” e um “ouvir”, sintonizados com a palavra inspirada e atentos ao Falante.

Portanto, eu me preparo para essa leitura sagrada devotando um tempo a aquietar corpo e mente, para começar a concentrar todo o meu ser num único foco. Nessa disposição, escolho um texto – de preferência curto – leio-o devagar, ouvindo-o interiormente com plena atenção. De maneira geral, minha meta é personalizar as palavras, realizá-las, como Deus falando comigo, agora.

2. Meditatio: Refletir sobre a Palavra

Nesse processo, o papel da Lectio descrito acima é análogo ao ato de ir ao encontro de outra pessoa com a intenção de compartilhar algum tempo juntos e sozinhos.
 
Agora, na Meditatio a que esse desejo me levou, quero conhecer mais sobre ele, em maior confiança e segurança – quero aprender que ele realmente é para mim e o que deseja me revelar.

Deus, em si próprio, é “outra língua” para nós, pois ele é incompreensível, em sua plenitude, para nosso intelecto e compreensão humanos finitos. Porém, ele se traduziu para a nossa humanidade em Jesus. Jesus é a revelação de Deus, numa língua que posso entender e numa pessoa que posso conhecer e amar, não como alguém que viveu e morreu na história, mas como alguém que vive agora, no meu mundo, em meu coração, e para sempre.

3. Oratio: A Palavra toca o coração

A meditação nos faz crescer em nosso conhecimento da constante obra de amor de Deus em toda a criação, e em nossa própria vida individual; aumenta e enriquece nossa familiaridade com a vida e os ensinamentos de Jesus e nosso amor por ele; e leva-nos a refletir sobre como devemos responder a seu chamado em amor e serviço.

Porém, a meditação é, em grande medida, uma atividade de nosso intelecto e imaginação sobre Deus e, se permanecer num nível intelectual, não chegará à oração genuína. Pois a meta da oração é o próprio Deus como ele é, misteriosamente escondido em meu eu verdadeiro mais profundo.

Esse centro mais profundo é o reino da contemplação, e a oratio, ou “oração do coração”, é o início do caminho que leva a ela. Podemos descrevê-la como um movimento espontâneo do coração, quando responsivo à condução do Espírito.

A oratio é o esforço ativo que fazemos para manter nosso coração aberto para Deus e nos colocar à disposição de seu Espírito, preparando o caminho para a ação de Deus sobreponha-se à nossa.

Por um longo período de tempo, podemos ficar nos movendo entre a meditação e essa oração do coração, mas por fim uma simplificação gradual começa a ocorrer. Há cada vez menos raciocínio e especulação com o intelecto, conforme o coração toma as rédeas num simples despejar de amor e desejo, que pode assumir a forma de um diálogo íntimo interior.

A transição para a contemplação

Até aqui, nos três níveis sucessivos da lectio, meditatio e oratio, embora nos movendo no sentido de uma maior profundidade, nossa atividade ainda dominam. A transição para a contemplação final é muito diferente do que talvez se tenha esperado. Pois, embora estejamos nos movendo para Deus, que é Luz, nossa experiência parece contradizer isso quando uma espécie de escuridão ou “noite” desce sobre nós e nosso caminho torna-se obscuro.

O que acontece é que Deus está tomando conta cada vez mais, “fechando” nossas faculdades naturais de raciocínio e imaginação e eliminando os sentimentos afetivos de satisfação e fervor.

O deserto começou e, na sua borda, uma orientação segura é fundamental para que possamos compreender como prosseguir e não ser tentados a abandonar tudo.

Os três sinais

1. Incapacidade de meditar como antes.
2. Falta de interesse em idéias de Deus, geralmente acompanhada do medo de perder o caminho ou de regredir. Aridez dos sentidos.
3. Atração para a oração solitária – atenta, geral e amorosa, porém, obscura; “atenção passiva”.

O que fazer

- Receber e não colocar nenhum obstáculo ao Espírito Santo.
- Seguir a atração para o silêncio interior e permanecer em atenção amorosa.
- Abandonar toda atividade e deixar-se ser atraído para a escuridão do amor de Deus, esquecido do próprio eu.
- Quando se tornar possível meditar outra vez, fazer isso, até que, e a menos que, o silêncio interior se torne habitual.

4. Contemplatio: Entrada no silêncio “profundo demais para palavras”

A contemplação é uma nova terra estranha, onde tudo o que é natural para nós parece estar virado de cabeça para baixo – onde aprendemos uma nova língua (silêncio), uma nova maneira de ser (não de fazer, mas simplesmente de ser), onde nossos pensamentos e conceitos, nossa imaginação, sentidos e sentimentos são abandonados pela fé no que não é visto e não é sentido, onde a aparente ausência de Deus (para nossos sentidos) é sua presença, e seu silêncio (para nossa percepção comum) é sua fala. É entrar no desconhecido, abandonar todas as coisas familiares às quais nos agarraríamos por segurança e descobrir que ser “miserável, digno de lástima, pobre, cego e nu” (Ap 3,17) (que a graça nos revela e que tememos reconhecer – muito menos aceitar – em nós mesmos) se encontra o potencial para toda a nossa esperança e alegria, porque conhecer nosso verdadeiro eu é saber que somos amados por Deus além de toda medida.

A contemplação nos leva à compaixão pelos outros. Essa compaixão deve se estender até mesmo – e especialmente – a nós mesmos quando nossa escuridão nos é revelada, pois negá-la ou irritar-se com ela é, uma vez mais, a reação autoperpetuadora do falso eu.

O estereótipo do contemplativo como uma pessoa passiva, retraída, sonhadora e às vezes reprimida é também uma caricatura, pois a contemplação exige uma capacidade de sentir paixão, além de um amor ardente pela vida.

Ser contemplativo, portanto, não se limita a nenhum estilo de vida específico, como o monástico ou o religioso, mas tem tudo a ver com o escutar o chamado de Deus para se tornar amor, em qualquer estado de vida em que nos encontramos. De qualquer maneira, para crescer nessa oração e para aprofundar nossa relação com Deus, é essencial que encontremos, a cada dia, uma quantidade substancial de tempo para a quietude e silêncio interiores em oração e que permaneçamos fiéis a isso como uma verdadeira prioridade.

*Resumo do livro: Thelma HALL. Lectio Divina: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2001.

Lectio Divina: parte IV

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Alguns pré-requisitos para a Lectio Divina

A experiência desse movimento não é uma progressão programada ou automática do tipo 1-2-3-4. A partir do primeiro passo, entramos num “fluxo” que segue uma direção interior, e seu curso será único em cada momento de oração.

Não podemos pressupor a graça, porém, e passar o tempo à toa em vaga expectativa, muito menos tentar manipulá-la por alguma técnica ou fórmula. A oração é sempre um dom. A Lectio é uma tentativa não de fabricá-la, mas de nos permitir responder ao dom desde seu primeiro convite, e de nos dispor para seu desenvolvimento.

A oração jamais pode ser dissociada de nossa vida diária, que é a arena para a conversão contínua. Será por meio de nossas experiências e relações cotidianas que Deus continuará a “encarnar”, pelas pessoas e acontecimentos, sua graça de transformação gradual.

Uma vez que o veículo do caminho da Lectio Divina é, tradicionalmente, a Escritura, segue-se que, quanto mais estivermos imbuídos dessa palavra de Deus e quanto maior for nossa familiaridade com ela, mais fecunda poderá ser essa forma de oração para nós.

E, por fim, ao começar a orar, devemos tentar vir com alguma consciência do que significa “ousar” rezar. Como é maravilhoso que eu, como criatura, possa realmente me voltar para Deus, já presente dentro de mim, com confiança de que a oferta de mim mesma é desejada por seu amor e misericórdia.
 
*Resumo do livro: Thelma HALL. Lectio Divina: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2001.

Convite para Ordenação Presbiteral

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Lectio Divina: um continuum

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Há muitos paralelos e conclusões que podem ser feitos entre a evolução de um relacionamento de amor e a evolução do relacionamento de amor com Deus que se desenvolve na oração. Primeiro e mais evidente: leva algum tempo! Em ambos os relacionamentos, somos inclinados a buscar a realização de metas – no primeiro caso, casar, construir um lar, ter filhos –, “fins” que acabam se revelando os meios que compõem a contínua viagem conjunta, o compartilhamento da vida, em amor e fidelidade. Também na oração, o “fim” não é um grau imaginado de contemplação, ou uma experiência mística que nos dirá que chegamos ao ponto pretendido, mas “alegrias e tristezas, nascimentos e mortes, sucessos e fracassos, desentendimentos e reconciliações – e, ao longo de tudo isso, um crescimento constante em unidade e amor maduro, numa vida compartilhada do início ao fim”.

A Lectio é como isso. Ela não é um “método” de oração. Aproxima-se mais dessa experiência humana do desenvolvimento de uma relação interpessoal profundamente amorosa e segue a mesma dinâmica, ilustrando como a “graça se constrói sobre a natureza”. Pois crescemos no amor de Deus como crescemos em qualquer relacionamento íntimo de amor – por meio de um continuum de conhecimento, confiança, desejo, entrega de nossas defesas e medos e, por fim, de nosso próprio eu, ao Amado. Esse continuum corresponde aos níveis cada vez mais profundos de oração obtidos no processo da Lectio Divina com suas quatro fases progressivas, fluindo da reflexão sobre a palavra da Escritura para a oração espontânea e, então, para uma presença silenciosa diante de Deus em amor.

Ao examinar essas quatro fases ou movimentos – leitura (lectio), meditação (meditatio), oração (oratio) e contemplação (contemplatio) –, logo veremos como o elemento de “unidade” caracteriza a Lectio, pois ela envolve a pessoa como um todo: mente, coração e espírito – o intelecto e a imaginação, a vontade e as afeições.

A forma como essa disciplina assume é condicionada ao tempo histórico em que se vive, assim como ao contexto da vida do indivíduo, mas o princípio subjacente se mantém: cada um de nós é chamado pelo amor a amar; chamado para fora de seu estreito individualismo e de seu mundo particular para que seja “convertido” pela atração de Deus e viva para ele, como Jesus fez. Seguir Jesus é estar apaixonado, com tudo o que esse dom implica. Quando esse amor é plenamente aceito, nossa vida começa a mudar a partir do centro.

*Resumo do livro: Thelma HALL. Lectio Divina: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2001. 

 

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